"DIANTE DO SENHOR"! 1 Samuel 2.11-21
Toda a nossa vida é vivida “diante do Senhor”, e podemos fazer desfrutá-la servindo ao Senhor ou nos servindo do Senhor.
Uma característica importante de 1 e 2Samuel é o uso de contrastes para frisar um ponto. Vimos essa característica no início de 1Samuel e continuaremos a vê-la até o fim de 2Samuel. Primeiro, houve o contraste entre a Ana humilde e crente e a arrogante hostilidade de Penina, sua coesposa rival. No fim do capítulo 1, Ana leva seu filho, Samuel, para servir na casa de Deus, iniciando um contraste entre Samuel e os filhos ímpios de Eli. Esse capítulo, então, “alterna engenhosamente entre as práticas pecaminosas dos filhos ímpios de Eli e a pureza inocente e a justiça de Samuel e sua família”.
SAMUEL (= Deus ouviu) O primeiro dos profetas de Israel (depois de Moisés) e o último dos “juízes”. Sendo ainda menino, a sua mãe, Ana, o dedicou ao serviço de Deus. Ajudou Eli, o sumo sacerdote, no santuário de Siló (1 Sm 1–4). Também ungiu os primeiros dois reis de Israel, Saul e Davi (1 Sm 7–16; 18–24; 25:1). Ver Saul e Davi.
Essa “estola sacerdotal de linho” era, provavelmente, um avental branco que indicava que Samuel era um sacerdote em treinamento. Vestido desse modo, Samuel não apenas desempenhava seu papel, mas também era visto como fazendo isso. Seu exemplo fiel incentivava a fé e a piedade sinceras em outras pessoas. Ele nos lembra que, individualmente, os cristãos podem servir fielmente ao Senhor e com vida santa, independentemente do contexto espiritual geral.
O texto contrasta o procedimento normal em Siló com o procedimento demonstrado pelos filhos de Eli. Ambos diferem do procedimento prescrito no Pentateuco (veja
Essa conduta dos filhos do sumo sacerdote só podia ter o pior efeito possível no caráter espiritual e moral da nação, do mesmo modo que os pecados de ganância e infidelidade sexual entre os ministros de hoje. Afinal de contas, se os líderes da religião pensam tão pouco do Senhor, por que alguém deveria adorá-lo? Além disso, considerando a tendência da nossa natureza pecaminosa de cometer esses tipos de pecado, o exemplo dos sacerdotes inevitavelmente daria um incentivo a uma ampla tolerância de profanações semelhantes. William Blaikie assim resume: “Homens de vida corrupta, que não têm vergonha de sua devassidão, à frente da religião têm um efeito aviltante sobre a vida moral de toda a comunidade”.
